Blog
Feito Pipa
Depois de dois excelentes filmes que chegaram ao Oscar, Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, o Brasil aposta agora em Feito Pipa, de Allan Deberton. É um bom filme, mas inferior aos dois anteriores. Tem sensibilidade, boas interpretações e uma história interessante, embora não alcance a mesma força narrativa e o impacto dos antecessores. A história acompanha Gugu, um menino de 12 anos que vive com a avó no interior do Ceará.
Um Completo Desconhecido
A obra e a vida de Bob Dylan realmente merecem um filme. Poucos artistas tiveram tanta influência sobre a música e a cultura de seu tempo, e Um Completo Desconhecido consegue mostrar parte dessa trajetória sem cair na armadilha de tentar contar tudo. Conta bastante, é verdade. A história acompanha a chegada de um jovem Dylan a Nova York, no início dos anos 1960, e sua rápida transformação – devido ao talento – em um dos principais nomes da música
Digger
Alejandro González Iñárritu acerta novamente. Em Digger, o diretor entrega um filme provocador, desconcertante e absolutamente fora do convencional. Mais uma vez, consegue algo que poucos cineastas fazem tão bem: levar o incômodo para a sala de cinema, tirando o espectador de sua zona de conforto. A história acompanha um poderoso bilionário que, depois de provocar uma catástrofe ambiental, tenta desesperadamente consertar a situação, não para melhorá-la, mas, sim, para ficar bem na fita. Ele quer convencer o mundo de
A Terapia Certa
DISPONÍVEL NA NETFLIX Ricardo Darín protagoniza mais um ótimo filme, daqueles em que a força da história está menos nos acontecimentos e mais na maneira como os personagens se relacionam. A Terapia Certa tem uma narrativa que combina inteligência, humor e boas reflexões sobre o comportamento humano. A trama acompanha um psicanalista que decide adotar uma abordagem pouco convencional para tratar seus pacientes. Em vez de apenas ouvir seus problemas, passa a interferir diretamente em suas vidas, provocando situações inesperadas
Quando o Céu Se Engana
Quando o Céu se Engana é uma comédia diferente — e muito boa. Parte de uma ideia simples e meio absurda: um anjo atrapalhado decide interferir na vida de dois homens em situações financeiras completamente opostas e acaba provocando uma troca de vidas. O filme funciona porque não fica apenas na premissa. Tem humor, situações inesperadas e, no meio delas, uma discussão interessante sobre dinheiro, trabalho e a ideia de que a vida do outro é sempre melhor. Tudo isso
Homem-Aranha – Um Novo Dia
Homem-Aranha: Um Novo Dia é um bom filme, mas não consegue repetir o impacto do anterior. Se Homem-Aranha – Sem Volta para Casa causou rebuliço nas salas de cinema quando mostrou juntos os três heróis recentes – Tom Holland, Tobey Maguire e Andrew Garfield -, falta ao filme que acaba de chegar um momento épico como este. Um Novo Dia parece ter uma missão diferente: preparar o terreno para aquilo que a Marvel quer construir. Essa sensação de “filme de conexão”
Esqueceram de Mim caminha para sequência com Macaulay Culkin como pai solteiro
Vem aí mais um filme da saga Esqueceram de Mim. Melhor: com Macaulay Culkin no papel de Kevin McCallister. A informação é do site The Town. Segundo a apuração, a Disney estaria “extremamente ansioso” para trazer o ator de volta, após anos de recusa. Culkin já teria apresentado uma ideia para o projeto, elogiada nos bastidores. Na proposta, Kevin agora é um pai solteiro que tenta conciliar o trabalho com a criação do filho. Com o relacionamento entre os dois cada vez
A Odisseia
Há filmes que já chegam com cara de clássicos. A Odisseia é um deles. Muito antes da temporada de premiações, a sensação é de que a produção tem tudo para disputar os principais Oscars e sair da cerimônia com várias estatuetas. Pela ambição do projeto, pela qualidade técnica e, principalmente, pelo resultado em tela. O elenco é impecável. Matt Damon entrega uma atuação marcante, equilibrando a força do herói com a exaustão de quem atravessou guerras, mares e perdas para
Família de Aluguel
Família de Aluguel parte de um fenômeno que existe no Japão: empresas especializadas em fornecer familiares, amigos ou acompanhantes para desempenhar papéis temporários na vida de pessoas. Mais do que o namorado falso ou o amigo para a festa… são o noivo que realmente casa, o jornalista que simula entrevista com um escritor esquecido, o convidado para um velório fictício. O filme usa essa prática cultural com casos extremos e discute pertencimento, identidade e a necessidade humana de criar vínculos.

